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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma pequena oração

Que Deus mande pra longe de mim toda gente chata
e que junto com ela vá toda língua partida,
todo dedo que aponta,
todo coração duro e
toda mente fechada.

Perto de mim quero que fiquem só as mentes felizes,
livres, de bom humor e bem resolvidas.

Aos chatos deixo meu lamento
e sinceros votos de conversão,
porque ainda espero que haja cura para chatice.


Amém!




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Poema de uma pessoa só

Eu fui passagem e ele caminho
enquanto era brinquedo, ele parque de diversão
eu auto-ajuda, ele ficção.
Eu era o mpb, ele rock n roll.

De sisuda acabei só
sem vontade de tentar,
escrevendo esse poema
para tentar aliviar.

Querendo dizer que sim,
acabo de pensar
que ele ainda é banho de mar,
eu não caibo mais em mim.

Mas coração tem que ser cuidado,
antes ferido que quebrado
Por que paixão com pressa é
é comida requentada.




sábado, 29 de agosto de 2015

E se a gente fosse honesto com os nossos sentimentos?


A vida é arte do encontro. Embora haja tanto desencontro pela vida”, Vinícius de Moraes.

Não seria tudo mais fácil se a gente tivesse coragem de dizer eu te amo, to apaixonado, te odeio, és meu melhor amigo, queria estar com você, preciso ouvir tua voz, some da minha vida, preciso de espaço, eu não gostei da sua atitude, vamos conversar? frases simples, mas todo mundo entende a dificuldade delas.

Como diz o poetinha, nossa vida é baseada em encontrar pessoas e desencontrá-las. Desde que a gente nasce, vai para escola, depois tem a faculdade, o trabalho e por toda a vida seguimos encontrando pessoas. É isso que nos deixa ter vida. Algumas vezes a gente gosta, outras odiamos, de vez em quando é uma colega de escola, por vezes amamos, nos apaixonamos e por ai vai. São sentimentos, sentimentos e mais sentimentos e tudo envolve pessoas, mas quantas vezes nos permitimos falar “ ei coisinha te amo”?

Parece sinal de fraqueza, né!?

Se é para dizer que não gostou de alguma coisa caímos no prepotente “não queremos magoar ninguém”, mas nos esquecemos de nós. Isso é o estopim de uma bola de neve que só tende a aumentar com sentimentos ruins que vão crescendo dentro do peito e qualquer faísca faz ela rolar barranco a baixo levando tudo e todo mundo. Quando é ao contrário, queremos expressar coisas genuinamente boas, vem a maldita vergonha de parecer bobo. E é ai a vida passa e perdemos a oportunidade de fazer uma pessoa feliz e de ficar feliz.

Nos últimos anos algumas perdas me atentaram para isso. Por que não conseguimos nos expressar?

Não sei de quem é a frase, mas uma vez li que “coração mole, vida dura. Tanto sofre, até que muda”. E o que me chama atenção nisso é que o que deixa a vida dura é a falta de honestidade com os nossos sentimento e nossa incapacidade de expressá-los.

Porra, que vida escrota essa essa que não se pode dizer eu te amo sem ser auto-julgado como bobo? Sim auto-julgado porque são sentimentos que nunca saíram e morrem na ponta da língua. Por que raios que eu não posso dizer que não gostei de alguma coisa que alguém fez sem pré julgar que vou ferir o frágil coração de alguém?

As vezes não. Nem sempre vamos magoar e muitas vezes não vamos ser o amor da vida de alguém... Mas tenho a impressão de que isso não deve ficar guardado, não pode ser enterrado no peito, aliais, coração não deve ser cemitério de sentimento!

Uma hora as pessoas vão embora! Seja pra outra cidade, seja pelo distanciamento da vida, ou até mesmo pela morte. Não sei vocês, mas acho que não estou mais disposto a guardar. Quero seguir meus dias com a leveza e a certeza de que sorri para as pessoas certas, que pude dar abraços apertados, que amei, de que me irritei e que disse isso para pessoas que cruzaram meu caminho e me ajudaram de alguma forma a construir minha história.

Certo de que muitos desencontros virão, não quero mais sobre mim o peso do “Por que tu não falaste?”


E acho que é assim que tenho descoberto o que me da paz!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

As coisas que acontecem comigo nem sempre cheiram bem.

Era sábado de manhã. Pro tanto que eu estava cansado, dez horas pareciam cinco e meia da manhã de um domingo chuvoso de férias, mas mesmo assim, sabe Deus de onde tirei forças e fui pra academia. Chegando lá fui com a personal pra trocar minha série.

Puxa ferro, bebe água, levanta ferro, faz pose comprometedora levantando pesos, enfim tudo normal. Faltando uns dois aparelhos, a personal chega pra mim e diz:

- Tive um contratempo terei que sair, mas esse professor lhe acompanhará

- Sem problemas. Respondi.

Levanta o ombro, dobra os joelhos e puxa... Olha a postura.

- Pronto, acabei. Disse.

- Vem cá, agora é uma série de abdominal canivete.

O acompanhei. Ele pegou a esteira, tirou as coisa do bolso e deitou.

- Vais fazer assim. UM, DOIS... (No terceiro, ao invés do numero três) PUM (onomatopeia usada para reproduzir em forma de palavra escrita um som daquele peido que sai com a pretensão de ser silencioso mas não é)

Ele se aproveitou pq eu estava de fones de ouvido e com esse pretexto a situação acabou ali. Eu fazendo cara de que não ouvi e nem senti nada, ele com cara de constrangimento velado e a senhora lá atrás com cara de que fedeu misturada com cara de segurando muito o riso.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

No tempo do tempo


Uma hora a gente quer que ele vá rápido,
depois a gente pensa que se for devagar dá pra curtir melhor,
mas bom mesmo é quando a gente se dá conta
Que pela sua própria conta ele caminha.

Caminha!
mas caminha no teu tempo tempo
e ensina-me a caminhar.
Que cada dia aproveitar-te
e viver-te em teu próprio tempo
seja minha lição.

Caminha!
E me mostra que tuas marcas,
Sejam sempre, nada além de marcas,
Marcas de vida.


Viva ao tempo
e viva-o em tempo de viver!

domingo, 22 de junho de 2014

Pelo silêncio

A velha grita
A criança chora
O cão late
O galo canta
O vizinho grita
O carro passa
O avião voa 
A panela chia

Ahhhh 
Buá
Au
Ehhhh
Vrum
Zum
Xiiii

A velha grita
A criança chora
O cão late
O galo canta
O vizinho grita
O carro passa
O avião voa 
A panela chia

Tudo dói
repete
cansa
enlouquece
envelhece
adoece.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Precisamos de Irmãos



Eu preciso de canções e amigos
De amor, de flores de abrigo
Numa astronave de papel

Preciso bater um papo com Caetano
Cometas com caudas de pano
Correndo tristes pelo céu
Há flores vagando incertas pelo espaço
São flores de titânio e aço
Que aumentam a cada semana
As flores há muito tempo cultivadas
Por muitos sonhos cultivadas
São russas ou americanas

Preciso fazer um pouco de sucesso
Não posso fumar meu progresso
Dependo de muito cantar
Eu quero a cor azul da aventura
Eu quero alguma coisa pura
Talvez eu não vá encontrar

Sei de sóis e de desertos frios
De mundos pálidos, vazios
De beijos e amores vãos
De estrelas
Caminhos novos vou seguindo
Chorando, dizendo, sorrindo
Que precisamos de irmãos
Que precisamos...