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sexta-feira, 9 de março de 2012

Foi assim: um dia acordei e estava velho


Sensação estranha essa de começar a perceber que estou ficando velho. Os anos da universidade já passaram e alguns gostos, brincadeiras e modos de perceber a vida já não fazem tanto sentido. O ensino médio e sua tão simples complexidade? Já foi-se há tempos.

Com amigos desse não tão passado, que na época eram inseparáveis e tinham conversas intermináveis, no  hoje,  as interações entre eles já começam pelo dialeto dos avós “naquele tempo". 

O pior de tudo é que quanto mais hoje torna-se ontem, mais a vida passa pelas duras, severas e chatas rédeas da responsabilidade.

Hoje, 09 de Março, falta um mês para o meu aniversário e evidentemente,  EU NÃO VOU ME ADAPTAR!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Solidão


Ó solidão! À noite, quando, estranho, 
Vagueio sem destino, pelas ruas, 
O mar todo é de pedra... E continuas. 
Todo o vento é poeira... E continuas. 
A Lua, fria, pesa... E continuas. 
Uma hora passa e outra... E continuas. 
Nas minhas mãos vazias continuas, 
No meu sexo indomável continuas, 
Na minha branca insónia continuas, 
Paro como quem foge. E continuas. 
Chamo por toda a gente. E continuas. 
Ninguém me ouve. Ninguém! E continuas. 
Invento um verso... E rasgo-o. E continuas. 
Eterna, continuas... Mas sei por fim que sou do teu tamanho! 

Pedro Homem de Mello

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Inna Modja



Com apenas dois álbuns e 27 anos, Inna Modja, foi considerada a revelação da música francófona 2011. Ainda não tive oportunidade de ouvir os dois álbuns, até agora tive acesso somente ao segundo, no entanto, já me animei bastante. Algumas das música misturam inglês e francês, são bem animadas e ela tem um estilo muito peculiar.

Fugindo das rotas tradicionais de grandes lançamentos da música, Inna, vem da República de Mali, na Africa, onde desde a infância esteve envolvida com a música. Invejavelmente ela cresceu ao som de incríveis referencias musicais, tais como, Ray Charles, Ella Fitzgerald, Otis Redding e Sarah Vaughan.

Passando por vários estilos musicais e experimentando desde a infância, é somente após a universidade, que Inna opta pelo Pop Soul. Seu primeiro albúm, Everyday is a new world, lançado em 2009 ganha notoriedade, assim como a carreira da cantora, após uma apresentação em dueto com Joson Marz, na Fête de la musique.

Realmente me encantei com o estilo, a voz e o ritmo proposto pela cantora, são fortes e tem muitas possibilidades de adaptação. Sempre me animo com coisas que tem possibilidades comerciais e não são mal feitas. Conheça um pouco mais do trabalho dela nas suas redes sociais: Facebook, Youtube, Myspace e no seu site.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Piano

O músico procura
Fixar em cada verso
O cântico disperso
Na luz, na água e no vento.

Porém, luz, vento e água
Variam riso e mágoa,
De momento a momento.

E em vão a área dos dedos
Se eleva! Não traduz
Os súbitos segredos
Escondidos no vento,
Nas águas e na luz.

Pedro Homem de Melo


Minha paixão pelo piano vem desde sempre, nunca consegui tocar, mas sempre fui um exímio admirador da música. Quando tinha por volta dos 10 anos assisti um filme que marcou-me com uma das cenas mais fortes da minha vida. Não vou falar sobre ela para não comprometê-la, mas naquela época, pela minha pouca experiência, o filme resultou-se naquela cena.

Trata-se de um drama de 1993, que conta a história da pianista muda Ada McGrath. O filme passa-se na Nova Zelândia no início da sua colonização, onde a jovem escocesa vai após ter casamento arranjado pelo seu pai. Chegando lá apenas com sua filha de nove anos, roupas, seu piano e sem ao menos saber quem seria seu marido, ela vê-se em um mundo completamente diferente.

Para além das questões de direitos humanos do século XIX, o filme mostra algumas relações de amor, no entanto a mais importante é a de Ada com o seu piano. Muito além de um instrumento, ele tinha uma relação com o pai de sua filha, e nele, ela encontrava uma forma de comunicar-se, expressar-se e extravasar seus sentimentos. Em quase todas as cenas em que a protagonista aparece tocando seu piano, fica-nos claro o êxtase da música e a necessidade em tocar-lo, tal como se fosse um vício, chegando ao ponto de até prostituir-se por ele.


Mesmo tendo sido um filme muito importante pra mim, só o assisti duas vezes, aos 10 anos e, hoje, aos 23. Depois de algumas experiências adquiridas, percebi a riqueza de outras cenas, que aos 10 anos causavam-me mais vergonha do que reflexão.

O filme ganhou alguns dos principais premios internacionais:

Oscar: melhor atriz (Ada McGrath) , melhor atriz coadjuvante (Anna Paquine melhor roteiro original.

Cannes: Pomme D’Or e Premio de interpretação feminina para Holly Hunter.

Globo de Ouro: Melhor atriz para Holly Hunter.

Para finalizar esse é um drama que merece ser visto. É um filme envolvente e muito representativo, são várias cenas fortes que constroem-se a partir de alguns dos mais fortes sentimentos humanos: paixão, amor, raiva e dor.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Belém, 396 anos #Sualinda


Sempre achei hipocrisia, mas tá ai uma verdade, a distância nos ensina a dar valor às coisas mais simples. Hoje, Belém, minha cidade do coração, completa 396, não sei em que pé andam as comemorações e de fato não estou nem querendo saber, prefiro, nesse momento, ficar com gostinho de saudades, ao invés de me revoltar contra as trapalhadas do nosso prefeito.

Então fica aqui registrada minha saudade de casa:


Do rio que parece mar de tão grande:



Das tardes chuvosas que diminuem a sensação de mortal de calor e deixam a cidade mais linda:

Do nosso açai sem granola e frutas, mas com muita farinha pra pesar no bucho e dormir a tarde toda:



Do cupuaçu na forma de doce, creme, ou seja la o que for:



Das noites lindas e boêmias que só ela tem:



Confesso que alguns momentos do dia, até esse calor me faz falta:



Belém minha cidade do coração, espero que cuidem bem de ti, pois não demora muito estou de volta.
Parabéns.

As fotos são do  perfil Belém do Pará- Brasil , a 5ª e 7ª são do Google imagens.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

1 mês


"Felicidade é a certeza de que nossa vida não está passando inutilmente." (Érico Veríssimo)


Era uma vez um garoto que queria viajar e conhecer o mundo, tinha, desde a terna infância, uma coleção de sonhos e planos para os mais diversos países do mundo. Apesar de serem apenas sonhos, eram bem traçados e a única certeza que ele tinha era que ele começaria pela Europa.

Assim, ele queria conhecer os museus, as lindas praças e tudo que lhe fosse de direito. Mas antes ele devia se preparar, e para isso ele leu livros, ouviu musicas típicas, assistiu filmes e conversou com pessoas que já haviam estado naqueles lugares, e a primeira conclusão que ele chegará era: tenho que de artes muito entender.

Então, aos 11 anos, fez artes plásticas e na ocasião a professora, que era uma típica artista com todos os estereótipos, falava das suas viagens à Europa, o continente das artes como ela mesmo dizia, só inflavam o desejo dele de ir até lá. Mas ao longo de aulas com argila, telas e tintas uma coisa chamou a atenção daquele menino, ela disse: entender uma cultura é primordialmente conhecer o mundo das artes que, por sua vez, não é ter domínio das técnicas e sim sensibilidade para interpretá-la.

Isso foi o suficiente, a partir daí ele fez teatro, musica e depois de enfadonhas aulas de inglês (que ele nunca terminou), finalmente estudou francês. Cada aula daquele lindo idioma era uma felicidade, era o mais próximo que ele havia chegado de lá.

E por uma feliz coincidência do destino, aos 22 anos, no dia dois de outubro de 2011, ele sai daquele, que era conhecido como o novo mundo, em destino, ao velho mundo. A felicidade e realização misturavam-se com medo e insegurança, mas esse era o primeiro passo, Portugal, seus colonizadores. E depois de algumas horas de uma cansativa viagem somadas a um fuso horário de quatro horas, no dia três de outubro de 2011, ele, o garoto do novo mundo chegou ao velho e o lá, que agora é aqui, tudo que era sonho transformou-se em realidade.

Graças à Deus, tudo o que ele pediu tem lhe sido dado. (Mt 7, 7-8)


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nova faixa está a tocar


Dizem que a vida tem trilha sonora. Se tem, eu não sei, mas acredito que se tiver a gente não tem a capacidade de escolher-la, penso que ela chega aos nossos ouvidos espontaneamente (Mt 10. 29-31).

Assim, acho que acabei de ouvir a minha:


On may way up

Hey,
I'm on my way up 
Can't put me down 
Business is tough 
I ain't gonna get pushed around 
I'm on my way 
Gonna take this town 
It's gonna be mine all mine, it's my time 
I'm on my way (on my way up) 
Straight to the top (I'm telling myself) 
Oh I'm telling myself (I'm totally sussed)
I'm putting my name around 
On my way up 
(On my way up) Gonna get that rhythm 
Got positivism to give 'em

I'm on my way trough
Where I'm going to 
You wouldn't believe 
But I'll make it I'm telling you 
I'm on a roll 
Gonna have it all 
It's gonna be fine so fine, baby all the time 
I'm in control (on my way up) 
I'm mighty bold (I'm telling myself) 
I'm looking good (I'm totally sussed)
I'm quitting the neighbourhood 
On my way up (yes I am) 
(On my way up) Gonna get right with 'em 
Got all of my life left for living

Nobody gonna tell me no
Nobody gonna stop me so 
Everybody gonna see me grow 
Nobody gonna hold me down 
Gotta get to be better place 
Gotta wake up and see your face 
Gotta hold on 
Move on 
Go through that wall

It's my life or it's nothing
Our life or it's nothing at all

I'm on my way up, yeah
Better come with me, lets go
I'm on my way (on my way up) 

Yeah, gonna get it right (I'm telling myself) 
Oh I'm telling myself (I'm totally sussed) 

Gonna make it this time around 
On my way up 
(On my way up) gonna get that rhythm baby 

(On my way up) gonna start living baby
(On my way up) 
Got all of my sights set on heaven

Ain't no stopping me now...

Brian May